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A história da raça demonstra
indícios de haver uma proximidade entre
os ancestrais do Chow-Chow e dos cães mongóis. Consta, que o
território outrora ocupado pelos Ainos (Povo antigo
próximo à região Ártica), foi invadido
foi por povos guerreiros e nômades
(hunos, tártaros e mongóis). Esses povos usavam
caninos
grandes e ferozes (Molosso) para trabalhos auxiliares - Guarda de acampamento,
tração, caça e como fator de intimidação do inimigo. A conseqüência dessa
ocupação foi o cruzamento de raças distintas, o molossos
dos nômades com os cães árticos dos ainos. Após este período,
os imperadores manchús impuseram à China um isolamento
que perdurou por 3 séculos. Do século II A.C. até meados
do século XIX, não se tem informações sobre cães,
salvo citação no livro dos Ritos sobre a chegada do
"Cão Tártaro". O ideograma que simboliza
o cão, já existia nas escrituras
chinesas primitivas, provando que embora este animal não tivesse sua origem
na China, ele fazia parte de seu cotidiano. O antepassado do
Chow-Chow, considerado pelo Dr. Fernand Méry (fã da raça) como "um
dos mais diretos descendentes do cão das turfeiras e das cavernas",
foi companheiro dos imperadores manchús e da aristocracia. Num passado
não muito distante, no século XIX, converteu-se num manjar muito
freqüente (o nome "Chow" provêm do cantonês através
do pidgin inglês e provavelmente
significa "alimento"). Nota-se que, neste sentido, a língua violeta
deste cão indicava que era comestível...
Esta prática, chocante para os nossos costumes, não tem nada de especial e o Chow-Chow não era o único cão cujo destino final era a panela. Era considerado normal, na China e em várias regiões da Indonésia
e Extremo Oriente, que vários cães tivessem essa
sorte (não só naquela época mas ainda hoje). O Chow-Chow aparentemente
devia ser o mais apreciado, pois apresentavam grandes criações com finalidades
declaradamente culinárias. O animal era abatido com 6
meses de idade, e para
comprovar a autenticidade de sua carne, seu
"pernil" era servido juntamente com sua pata. O gosto e
a textura da carne era simular ao dos suínos.
O Chow-Chow era também um dos cães guardiães utilizados na China. A aristocracia Ts'ing possuía, além dos cães de colo como o pequinês, outros cães tão exóticos como aqueles, porém de maior tamanho e que serviam para a guarda. Isto foi confirmado através da descoberta do Shar-Pei feita pelos americanos. A sua categoria de cão de combate, que permitiu a conservação da raça, tendo existido na China, no século passado, canis tradicionais de Chow-Chows destinados à luta. Este cão de aparência dócil, quando especificamente treinado para combate, não deve nada para raças denominadas agressivas. Esta referência histórica permite contradizer a idéia de que, na China Antiga, o Chow tinha sido um cão comum unicamente destinado a terminar nos balcões dos açougues. A raça evoluiu muito nas mãos dos criadores ingleses do século XX, mas nem por isso deixou de ter todas as suas características originais. Tornou-se mais compacto, o pelo mais lustroso, o focinho alargou, a testa enrugou-se e o scowl (franzido das sobrancelhas) se desenvolveu, mas esta evolução não fez mais do que acentuar alguns traços preexistentes sem contudo modificar muito a silhueta do animal.
Assim, sabe-se que o primeiro par, trazido por um oficial da
Companhia das Índias Orientais em 1780, não era
constituído por dois Spitz atuais.
O aspecto singular dos primeiros exemplares atraiu as atenções: um artigo publicado na imprensa inglesa em 1820 menciona que entre as raridades trazidas com grande esforço da China figurava um Chow. Na mesma época, exempla- res dessa raça eram expostos perante a curiosidade do público no Jardim Zoológico de Londres. A verdadeira entrada do Chow-Chow na cinofilia ocidental deu-se em 1880, quando um exemplar chamado Chinese Puzzle foi exposto no Crystal Palace. Dez anos mais tarde, um outro exemplar causava um grande impacto na exposição de Brighton. No entanto, a raça era muito rara na Inglaterra, e The Kennel Club não inscreveu os primeiros Chow antes de 1894. O padrão, então redigido pelo primeiro clube da raça (fundado em 1895), baseava-se numa descrição fiel do campeão Chow VIII, um macho vermelho importado diretamente da China. Depois redigiu-se um segundo padrão, com modificações essenciais em comparação ao primeiro, que a FCI corrigiu e divulgou. |
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