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O Chow-Chow, que hoje é um cão de
companhia e que no século passado era criado na China apenas pela sua
pele e pela sua carne, antigamente era utilizado para fins muito diferentes.
Cão de guarda de palácios e residências senhoriais, era também um caçador
(particularmente apreciado para a caça da zibelina na Ásia setentrional).
Os Seria um cão de trenó? Dheers (Estudioso Canino) coloca isso em questão: "ele foi considerado um cão de tiro; trata-se de atrelagens de brincadeira, é claro, porque se pensarmos num verdadeiro serviço de tiro, num trabalho efetivo, pareceria um trabalho duvidoso; não só porque este cão não tem velocidade mas principalmente devido aos seus jarretes retos e freqüentemente torcidos que o tornam pouco indicado para a tração" . Dr. Fernand Méry(um dos fãs incondicionais da raça) defende uma opinião
completamente diferente. Segundo afirmações suas, " numerosos Chows puxando
trenós transportavam duas vezes por ano as mercadorias humildes de algum
condutor vindo de longe das fronteiras nevadas da Manchúria até os grandes
povoado..." . Por outro lado, Pierre Etienne (Antigo presidente francês
do clube desta raça) assegura que o aspecto físico do Chow lhe permite
puxar trenós: " a forma peculiar dos seus membros posteriores, a parte
da frente maciça (cabeça, pescoço, ombros) que pesa no arreio tornam-no
especialmente apto para a tração de trenós, Existem provas recentes realizadas com sucesso em Berlim e por criadores suecos" De qualquer forma, a atual vocação do Chow-Chow não é ser uma " locomotiva na neve" mas sim um cão de companhia e de guarda. Para quem duvidar desta última aptidão, basta lembrar de sua desconfiança de antigamente, a sua coragem indiscutível e a sua austeridade perante a dor. No que se refere A expulsão dos intrusos, o seu tamanho médio é compensado pelo seu volume (não se pode confundi-lo com um cão pequeno) e, embora não ladre, nem por isso os seus avisos são menos significativos ou dignos de serem levados em conta... O que o torna tão apaixonante e atraente não é tanto a sua utilidade para esta ou aquela missão, mas a sua personalidade fora do comum. As vezes ouve-se dizer que este cão com aspecto de leão parece ter se transformado num ursinho de pelúcia. É verdade que o homem modificou o seu aspecto, mas não conseguiu influenciar o seu temperamento. O aspecto bondoso do Chow nada tem a ver com o seu temperamento: antes de obedecer, pensa duas vezes. Não se pode brusco com ele e muito menos bruto, mas não quer dizer que se deva ter em princípio uma atitude complacente perante a sua rebeldia natural. Ao contrário, deve-se educá-lo precocemente, desde os três meses (ou mesmo antes, se possível) com suavidade, compreensão e paciência, mas sempre com firmeza. |
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