O primeiro leite que os filhotes mamam, chamado colostro, contém uma série de anticorpos que os protegerá contra diversas enfermidades, por cerca de 60 dias. Para que o cão adquira proteção a partir daí, é necessário que ele receba a vacinação que irá imunizá-lo contra a cinomose, hepatite, leptospirose, parainfluenza, parvovirose, coronavirose e anti-rábica.

3 femeas com 3 meses de idade  na fotoO esquema de vacinação, em geral, varia de 3 a 4 aplicações do medicamento. Doses extras poderão ser ministradas em situações excepcionais, como na hipótese do cãozinho estar extremamente exposto ao risco de contágio. O tipo de esquema a ser utilizado na imunização do cão é uma opção do veterinário ou do próprio dono do cão, caso este seja bem orientado pelo veterinário. Esta opção, numa situação de normalidade, dependerá dos seguintes fatores: O produto a ser utilizado – Atualmente o mercado oferece, basicamente, dois tipos de vacinas. Aquelas que têm alta massa antigênica, e por isso mesmo, são mais avançadas e eficientes, e podem ser aplicadas a partir de 45 dias contados da data de nascimento do filhote.

É o exemplo da Recombitec, produzida pela Merial. Porém, outros laboratórios já dispõe desse mesmo produto, como a Pfizer. E as comuns, tradicionalmente utilizadas, que deverão ser aplicadas somente a partir de 60 dias da data de nascimento do cão, e que vem se mostrando eficazes por muitos anos. A mãe estar, ou não, com as vacinas em dia ao parir o filhote – Estando a mãe com suas vacinas vencidas ao parir, é aconselhável que o esquema de vacinação escolhido seja aquele que dá início à imunização o mais rapidamente possível, isto é, quando o filhote ainda está com 45 dias de idade; Metodologia de trabalho do veterinário – Há aqueles profissionais que preferem optar por produtos mais tradicionais, por depositarem confiança no desempenho dos medicamentos que vêm utilizando há muito tempo.
Tai (femea de 4 anos) e Gus (Macho 4 meses na foto)
Mas, há, ainda, aqueles veterinários que não desejam fazer uso de uma tecnologia mais avançada, tendo em vista que tais medicamentos são bem mais caros, o que reduz sua margem de lucro. Outra opção a ser feita, é entre a utilização de medicamentos importados ou nacionais. Neste caso, deve-se levar em consideração inicialmente que, ambos os produtos, passam pela fiscalização do Ministério da Agricultura. O produto nacional, em tese, é de boa qualidade e oferece segurança, mas não é raro ouvir depoimentos de alguns casos em que a vacina aplicada não apresentou os efeitos desejados. Talvez em decorrência, até mesmo, de estarem sujeitos aos mesmos problemas apresentados pelos medicamentos humanos no Brasil, tal como, a falsificação. Ao adquirir um filhote, na maioria das vezes, o mesmo tem cerca de 30 a 60 dias, e é entregue ao seu novo dono com a primeira dose da vacina já aplicada, ou mesmo sem nenhuma dose.

Caso o criador assegure que a primeira dose foi aplicada, ele deverá entregar ao adquirente a "carteira de vacinação", onde constará a data dessa aplicação, o produto utilizado e o veterinário responsável. Este é um documento emitido pelo próprio veterinário que injetou o medicamento. Na hipótese do adquirente conhecer e ter confiança nesse veterinário, será aconselhável que prossiga o esquema de vacinação com esse mesmo profissional. Se o adquirente não puder certificar-se que a primeira vacina foi realmente aplicada, é mais seguro que inicie um esquema de vacinação com um médico veterinário de sua escolha.

IMPOSTANTÍSSIMO: Por maior que seja a tentação, sob nenhuma hipótese deixe o cão passear em via pública até que tenham se passado 10 dias contados da data da aplicação da última dose de vacina. Se o desejo for irresistível, ao menos carregue-o no colo e não o deposite no chão. Após essa primeira "bateria" de vacinas, anualmente o cão deverá repetir uma aplicação da vacina octupla e da anti-rábica. Semestralmente, vaciná-lo contra a leptospirose, especialmente se, no ambiente onde o animal vive, também circulam ratos, ou se o cão costuma passear nas vias públicas assiduamente.